

via garota-esquimo (originally glamorousthingsinlife)

Eu quero aproveitar e agarrar este momento, antes que ele se vá.

Oi amor, quanto tempo não te escrevo. Ando sem palavras, sem tempo, sem muita paciência para nós, eu sei, faz tempo que não penso “e se fosse comigo”. Eu sei que você vai ficar convencido e que ainda vai me jogar isso na cara e dizer que eu admiti mais coisas do que realmente vou dizer, ah garoto kkk. Desculpa, desculpa todas as noites que fui dormir brava sem querer te atender, desligar na sua cara, de ter crises loucas de tpm, choradeira sem fim, por ser boba, querer coisas tolas. Desculpa mesmo, por mal ter te deixado dormir por medo do escuro, por ter te empurrado o chá que você mal bebeu quando teve dor no estomago, por te arrastar sempre pra onde eu quero, por ser egoísta, fria, por planejar minhas respostas, por te fazer passar vergonha com minhas loucuras, não te deixar roncar, me largar, nem reclamar.
Ah desculpa também, por te fazer comer minha comida kkkk
Obrigada por sempre estar por perto, eu te amo.
Mas chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa primeiramente com a gente.
Fernanda Mello

Esperei por tanto tempo esse momento, em que eu já não preciso mais de ninguém para me dizer que estou no caminho certo, por que agora eu sei qual é. Aprendi a aprender sozinha, confuso né? E é mesmo, mas, é independente, tem um gosto melhor, um fundo de vitória e orgulho.
Estou faz um tempo em uma fase nova na vida, uma mudança geral, a qual nada de quem eu era se encaixa. E agora que estou conseguindo juntar as peças desse quebra- cabeça, até que enfim, até que enfim mesmo. Eu já estava desistindo e ouvindo quem eu nunca ouvia e quem eu não deveria ouvir, lamento ser um problema para alguns, na verdade algum, de mesmo sangue, mesmas características, que esta me vendo ser diferente do que ele planejou, eu lamento. Lamentar é só o que posso fazer nesse momento, para poder pensar em mim, e crescer na velocidade que o mundo me pede, que a vida me encarrega.
Não imaginei abrir mão de tanta coisa, tanta gente, tantos lugares, tantas hooooras. Vai valer a pena não vai?
Sabe qual é o problema? Só porque costumo guardar certas dores para mim, as pessoas pensam que não sinto. Tolas.” — Allax Garcia


“Carregava em si o que mais ninguém carregava. Tinha brilho nos olhos e um sorriso no rosto. Naquele seu quarto com paredes brancas manchadas com alguma infiltrações e descascada revelando que antigamente o quarto era alaranjado, fazia um mundo paralelo. Colocava uma música agitada pra tocar, pulava em sua cama e fazia festa. Ria sozinha, pulava e se jogava na cama. Ora ou outra ela parava, como se a bateria tivesse acabado. Paralisada ficava admirando as fotos que estavam pregadas em um mural branco. Ainda parada com o olhar fixo naquele mural alisou as fotos, por um momento tristeza a rondou e inundou o quarto. Mas então como por mágica voltou a pular e dançar sob sua cama. Talvez aquelas fotos fossem o seu combustível. As fotos não, mas sim as lembranças que elas traziam impressas junto com imagens. Aquelas lembranças talvez a fizessem querer viver, a fizessem querer seguir em frente. Mas lembranças são um tanto bipolar. Elas te deixam boas por que você sabe que em um momento elas existiram, mas te deixam triste por que você sabe que elas nunca mais vão voltar. Lembranças talvez seja a única maneira de saber que o passado foi real. Mas no caso dessa menina, as lembranças eram mais do que tudo isso, as lembranças eram o que a fazia feliz. Eram o que a fazia querer viver intensamente. Lembranças, lembranças e mais lembranças. Pra certas pessoas machucam, te fazem chorar durante a noite torcendo para que quando você acode tudo volte ao normal. E pra certas pessoas, te fazem feliz, te deixam mais pra cima, te fazem querer viver. Mas me diga, as suas lembranças, o que te fazem sentir?” Isabela Bastos, noitesemparis
